Finalmente, a saída do emprego, o momento da demissão

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Finalmente, a saída do emprego. Como deveria ser o momento da demissão?

Finalmente, a saída do emprego. Como deveria ser o momento da demissão?

Chegou o momento da demissão. O assunto, raramente abordado, carrega em si uma leve tensão. Já o momento de admissão em qualquer empresa – seja ela de pequeno, médio ou grande porte – é sempre motivo de comemoração. O objetivo é praticar aquela atividade para a qual nos preparamos. E ainda queremos obter, mediante o nosso trabalho, não somente condições de sobreviver e crescer profissionalmente, como também integrar uma sociedade participativa.

O início é marcado pela introdução no ambiente de trabalho. E, claro, por aquele cafezinho com os colegas para conhecê-los melhor. No meio do caminho, a habilidade de revelar as competências pelas quais você foi contratado se sobressai. É também nesse momento que o conhecimento adquirido nos cursos incentivados pela empresa faz diferença. Se somado ao conteúdo aprendido naqueles que o colaborador realiza por conta própria, lhe ajudam a crescer, evoluir e se desenvolver na vida profissional.

Entre conquistas e derrotas, há os resultados para os quais a empresa está sempre atenta. Afinal de contas, é o que direciona o mercado. Então, finalmente chega o momento da demissão. O RH teria que estar devidamente preparado no que tange à inteligência emocional, mas o momento acaba se tornando um amontoado de diretrizes técnicas. O único objetivo é evitar futuros processos. No entanto, os processos ocorrem justamente quando há falha técnica.

O momento da demissão

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Em meus anos de experiência profissional, vi um único caso onde o demitido saiu consciente de que havia uma ruptura, mas se sentindo plenamente capacitado. E, portanto, confiante para voltar ao mercado de trabalho com a certeza de que estava preparado. A postura do gestor foi a de valorizar aquele colaborador que até então tinha sido muito parceiro. Atitude positiva para com o futuro dele e, sobretudo, empatia e interação social. O básico da inteligência emocional.

Geralmente, o RH instrui o gestor a ter postura objetiva, transmitindo apenas as instruções técnicas. Não acompanha, entretanto, os inúmeros casos onde chefes e gestores, apesar de treinamentos e cursos sobre o desligamento, praticam assédio moral.

Havia líderes que pediam para outros colaboradores acompanharem o demitido, o que os deixava consternados. Afinal, o demitido é um colega que deveria ser acolhido, porém muitas vezes, tinha sido humilhado. E entre a angústia e a mágoa, num momento de fragilidade, caminhava para uma depressão.

A resposta ao questionamento do colaborador sobre o motivo da demissão é quase sempre a mesma: restruturação na divisão, “low performance” ou a dificuldade de trabalhar “fora da caixa”.

É verdade que há casos em que a necessidade de restruturação é real, principalmente em tempos de pandemia. Mas será que não houve sequer interesse do gestor em realocar esse funcionário para outro setor? O gestor demonstrou interesse em colocá-lo à disposição de uma empresa de realocação? Citar o baixo desempenho e a ação “fora da caixa” não coloca o líder no mesmo patamar que o demitido? Como foi a sua postura junto ao funcionário para trabalhar esses pontos? Não se considera responsável por não tê-lo orientado corretamente? Se a líder for uma mulher, precisa lembrar do sentido da “sororidade” na hora de demitir sua funcionária. Não dá para ter o mesmo comportamento.

Comprometimento do início ao fim

O RH precisa cobrar da liderança o comprometimento de se envolver no processo como um todo. Principalmente nesse momento tão delicado. É preciso tratar a situação com sutileza e respeito ao colaborador enquanto profissional que ajudou até ali, enquanto pai/mãe de família que precisa voltar ao mercado de trabalho e enquanto ser humano que merece dignidade. Deixar para fazer a avaliação pós-demissão apenas para cumprir meta, não é o caminho mais adequado.

A empresa que espera ser inovadora com base na ética e na transparência não deve se pautar apenas pelas mídias sociais. E sim pelo respeito ao ser humano. Ele é a matéria-prima primordial entre sua gama de produtos.

Virginia Rios é assistente executiva

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